Segundo dia da Jornada aborda temas importantes para a saúde do Estado

O segundo dia de evento da XV Jornada Tocantinense de Ginecologia e Obstetrícia e da III Jornada Tocantinense de Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia da SBUS começou com a palestra do Dr. Bruno Ramalho com os temas “Infertilidade e avaliação da reserva ovariana” e “Anabolizantes e seus riscos à saúde feminina”.

 
As jornadas oferecem uma grande oportunidade de revisão de conceitos, reciclagem de conhecimentos e a possibilidade de debater esses e outros assuntos do cotidiano dos profissionais. E, para os que ainda estão na faculdade, é um momento de falar e conhecer temas que, muitas vezes, são pouco abordados durante a formação, por se tratarem de assuntos da intimidade da especialidade.
 
Para o especialista, a primeira palestra é um tema muito relevante se observada a dificuldade que ainda existe por parte do ginecologista geral em compreender seu lugar restrito. “Os marcadores de reserva ovariana têm sua aplicação no contexto da infertilidade e da falência ovariana, como ferramentas complementares ao diagnóstico clínico, numa tentativa de melhor conduzir a abordagem terapêutica. Modernamente, assumem alguma importância na predição da resposta à indução da ovulação, que se aplica às mulheres que desejam preservar seus óvulos para adiar a Maternidade”, explicou o Dr. Bruno Ramalho.
 
Mas, de acordo com o especialista, isso tudo tem de ser visto com cautela. “Os marcadores da reserva ovariana não têm valor comprovado na ausência de situação clínica diferente das mencionadas e, é muito importante dizer, não servem como produtores de futuro reprodutivo em mulheres que não estão tentando engravidar”, disse.
 
A segunda palestra tem como tema o uso de anabolizantes com foco no uso indiscriminado e sem indicação médica, que, infelizmente, é muito comum nos dias de hoje. “Chamamos esse uso de recreativo, com vistas à obtenção de uma performance atlética além dos limites da fisiologia ou de uma aparência considerada mais bela. Não é raro vermos o consumo de substâncias de uso veterinário, sem segurança comprovada para uso humano! E, claro, em boa parte dos casos, falta acompanhamento médico”, reforçou o Dr. Bruno Ramalho.
 
Os esteroides androgênicos anabolizantes são listados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA (2014) entre as substâncias sob controle especial, à semelhança dos entorpecentes e psicotrópicos. “Os riscos são subestimados, creio, por não sabermos de fato o quanto se usa essas substâncias com finalidade estética. Muitas mulheres não assumem o uso e desconhecem os efeitos deletérios, que podem acometer sangue, coração, ossos, fígado e sistema reprodutor, entre outros”.
 
Dando continuidade ao evento, os profissionais e acadêmicos ainda debateram sobre “Protocolo atualizado de RICU”, “Rastreio pré-eclâmpsia”, “Atualização gestação ectópica” e “Avaliação cicatriz cesariana ponto de vista obstétrico e ginecológico”, com o Dr. Evandro Trajano. As especialistas Dra. Veronica Andresa Ortega Coelho e Dra. Francielle Batista de Oliveira abordaram os temas “Sling e IUE” e “Laser e IUE”, respectivamente. A Dra. Rosemary Latrônico finalizou o dia de palestras com tema “Ca de colo em nosso estado do Tocantins”. O segundo dia do evento se encerrou com a apresentação dos trabalhos acadêmicos.

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